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sábado, 1 de junho de 2013

Ainda Sou Criança


O Festival Livros a Oeste terminou as conversas com autores com um painel de luxo composto por Alice Vieira, Rui Zink e Onésimo de Almeida.

Com moderação do jornalista João Morales e tendo por tema "Ainda sou criança" os convidados presentearam os presentes com uma tertúlia muito animada.

A propósito do livro sobre Enid Blyton, Alice Vieira disse que foi um prazer conhecer outros lados da autora de sucessos como Os cinco e Os sete. "A história dela foge a todas as regras", afirmou.

Já Onésimo Teotónio de Almeida começou por lembrar que quando se pedia a alguém em Portugal para escrever havia um modelo salazarista, com tudo pré-formatado. Depois veio um modelo muito bonito e agora as pessoas têm dificuldade em expressar-se sobre os fatos e emitir opiniões sobre estes. "A literatura é uma coisa extraordinária e deve começar-se de criança", disse o autor que lembrou que a sua mãe lhe dizia que por dentro nunca envelhecemos.

Rui Zink lembrou que os dias mundiais têm uma razão de existir pois lembram algo que está em perda. Para ele, muito tem mudado na literatura para as crianças e a Alice Vieira muito contribuiu para isso. "Era chato se ficássemos reféns de autores estrangeiros, como se de uma colonização completa se tratasse", espicaçou.

Sempre com um sorriso, Alice Vieira contrariou a ideia de que não podemos deixar morrer a criança dentro de nós. "Isso irrita-me solenemente. Sou adulta e responsável, para ser escritora tenho de ser adulta. Não sei se os nossos meninos querem muito sonhar, viajar, etc., hoje estão muito agarrados aos telemóveis ou aos computadores" afirmou. Contrariando o seu companheiro de tertúlia, a autora considera que as crianças têm de ler autores estrangeiros.

A propósito de educação, Rui Zink afirmou que, em sua opinião, um escritor é um professor e não tem de inventar, tem é que descobrir a pólvora, ou seja, levar as criança a pensarem fora da caixa. A história do polegarzinho é, para ele, uma analogia do primeiro dia de aulas. "É uma questão de saúde mental sair da formatação que nos impõem no país", concluiu.

Onésimo de Almeida concordou que ensinar as criancas a pensarem é ensiná-las o pensamento lógico, ou seja, a relacionar as coisas. Têm de existir regras, mas é preciso reconhecer que agora há outras regras no mundo.

Também Alice Vieira reconhece que as preocupações devem ser transversais à nossa vida. "Os pais andam aflitos para educar as crianças e a educação parte dos valores transmitidos em casa", afirmou a escritora que cuida muitas vezes dos seus netos. Explicou ainda a importância de escolher livros para as criancas mas, depois de os ler, explicando-os bem como o sentido do texto. "Os tempos são outros e se eles se entusiasmarem a ler ebooks, então que seja", terminou.

Ver fotos e vídeos (parte 1) (parte 2)


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