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sexta-feira, 31 de maio de 2013

3 linhas, 3 autores



Ontem, ao fim da tarde, juntaram-se três proeminentes escritores a um moderador inquieto e, pegando no tema "Três linhas", "escreveram" uma tertúlia.




Os convidados foram Nuno Camarneiro, Pedro Vieira e Afonso Cruz que cativaram os presentes no auditório do Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira.


Nuno Camarneiro lançou a provocação dizendo que há um jogo de coisas escondidas que o narrador conhece por inteiro e que as personagens conhecem parcialmente de forma separada. "É um jogo caleidoscópico. Os voyeurs somos todos, o que muda é o ângulo de visão".

Pedro Vieira concordou com a ideia afirmando que há sempre alguém que sabe mais alguma coisa. Na nossa vida também é assim, há sempre uma pessoa que sabe mais de nos que nós próprios.

Afonso Cruz, por seu lado, disse que nós precisamos de obstáculos e precisamos de os superar. "A contradição humana e fantástica pois na maior parte das vezes temos momentos de choro ligados a felicidade e o riso mais ligado ao ridículo", afirmou.

A conversa abordou seguidamente o tema da religião que é uma forma de conhecer o universo tão válida como a ciência. Esta ideia é transversal aos três autores que confessaram que para eles a religião ajuda a perceber o que somos (Nuno Camarneiro). Já Pedro Vieira disse não acreditar na religião a "não ser quando estou muito aflito". A religião continua a estar muito presente, como a sétima avaliação da troika que foi avaliada por nossa senhora de Fátima, concluiu. Por seu lado, Afonso Cruz diz ter sempre a religião presente, mas não só a cristã, há muitas outras. Nuno Camarneiro complementou o seu comentário dizendo que o nosso deus diz muito de nós. Dá-nos jeito ter alguém a quem dirigir perguntas.

Abordando outro tema, foi afirmado que o ficcionista deve ser honesto com o leitor na construção das personagens. Deve deixar margem para a imaginação de quem lê, construir no seu imaginário as personagens do livro que está a ler.

A este propósito Pedro Vieira confessou não acreditar na mão divina a guiar o autor. É uma falsa modéstia de que não gosto. O autor tem o controlo absoluto sobre as personagens e sobre a história. Também Nuno Camarneiro comentou a temática confidenciando que já teve pessoas a identificarem as características de uma personagem de formas completamente opostas.

Ver fotos aqui- Vídeos (1ª parte), (2ª parte).


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