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segunda-feira, 27 de maio de 2013

As invasões francesas e a região Oeste


Contar a história das Invasões francesas de modo a chegar a todos os públicos foi o que os convidados conseguiram na tarde de hoje.
 
O tenente-general Maia de Mascarenhas iniciou a sua intervenção por desafiar os presentes a recordar a geografia do Oeste, que é delimitado a norte pela serra dos Candeeiros e a sul pelo Montejunto. Segundo aquele militar os concelhos situados mais a sul eram apropriados para os combates de Infantaria enquanto que a norte seria mais propícios à Cavalaria, ou seja, na atualidade mais apropriados a helicópteros.
Seguidamente destacou as linhas defensivas constítuidas por fortes em linha referindo-se, então, às campanhas das Invasões francesas, segundo ele, um movimento militar que conduziu a um processo de defesa de Lisboa e do rio Tejo.
No Oeste, o mar representava uma mais-valia para as tropas aliadas (ingleses e portugueses) pois permitia uma escapatória assim como um meio de desembarque de tropas. A finalizar, referiu-se às Linhas de Torres que foram primordiais na estratégia de defesa ao levar as tropas invasoras por caminhos que encontravam vilas e aldeias desertas, sem mantimentos.

Já o coronel-farmacêutico José Belo começou por afirmar que a farmácia e a medicina castrense cumprem o princípio de, na guerra, tratar dos feridos e na paz da saúde dos doentes. À época das invasões napoleónicas a farmácia sofria grandes transformações, passando das mezinhas populares para a científica. Relembrou que com o advento de novas armas também os ferimentos eram cada vez mais difíceis de tratar, recorrendo-se amiúde à amputação como forma de prevenir a infeção generalizada.
A par dos horrores da guerra, o Oeste foi testemunha privilegiada pois assistiu a uma mudança científica e técnica espantosa.

Por seu lado, o tenente-coronel médico Rui de Carvalho destacou que o imaginário português reportava historicamente aos Mouros e que a partir das invasões francesas esse imaginário ficou vincado na memória coletiva. Segundo este militar o período das invasões ainda tem muito caminho por percorrer no que diz respeito a estudos históricos. Aliás, já na altura, ocorriam reformas militares que indicavam que era necessário gastar menos dinheiro.

O interveniente seguinte foi Rui Cardoso que contou como começou a escrever o livro "Invasões Francesas, 200 anos - Mitos, Histórisa e Protagonistas", ao tentar recolher histórias, perfis e relatos de ambos os lados da contenda que fez com que a história de Portugal do século XIX ficasse marcada pela ausência do Rei e pelo povo tomar as armas e afastar o invasor. Enquanto jornalista não podia deixar de falar no aspeto panfletário e de livre jornalismo que surgiu no século XIX que considerou de altamente corrosivo.

Rui Ribolhos apresentou o Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro que foi inaugurado a 21 de Agosto de 2008 durante as comemorações do Bicentenário da Batalha do Vimeiro. Está localizado na colina do Vimeiro, junto ao monumento evocativo do 1º Centenário. Com um carácter multifuncional permite congregar peças museológicas, artefactos arqueológicos, documentos de época e conteúdos virtuais com uma forte componente interativa. Estrategicamente construído, o Centro de Interpretação permite ao visitante, uma visão quase integral do campo de batalha.

Por último, João Tormenta, relatou o seu trabalho acerca da escrita de um livro sobre a 1ª Invasão Francesa em meados da década de 90 do século passado, numa altura em que todo o trabalho de investigação teve de ser efetuado em arquivos e bibliotecas, já que o tema ainda era pouco explorado. Da gesta que ficou na memória coletiva, João Tormenta escreveu uma historiografia rigorosa, mas de rápida leitura.

Veja aqui as fotos da sessão


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